''Um dia me sinto muito gente, grande de mais até… No outro me percebo como só mais uma nesse imenso globo que chamamos de Terra.'' Hoje, por algum motivo que… eu não sei explicar (talvez fosse o mundo conspirando ao meu favor, minha consciência um pouco perturbada, ou talvez, fosse só o fim da minha tpm…), eu me senti muito grande. Tive o prazer de acordar, e sentir que o dia iria valer. E, assim como o sentimento que me predominou de imediato, algo dentro de mim, queria fazer o dia realmente valer a pena. Meio-dia. Em ponto. Não muito cedo, muito menos um horário apresentável para demonstrar algum sinal de mudança. Mas, provavelmente, um dos horários que acordei mais cedo, desde que cheguei aqui. E, não me culpem… eu ainda não me acostumei com o fuso-horário. E nunca vou me acostumar. Horário não é muito o meu forte (ainda mais quando se perdem 3 horas, num piscar de olhos). Mas isso, definitivamente, não vem ao caso. Então, onde eu tava mesmo? Ah… hoje, apesar de eu não saber o por quê, ao meio-dia, tomando café ao invés de estar almoçando… eu queria fazer o dia valer. Com uma roupa pronta na cabeça, abro a janela… e imaginem a minha frustração ao saber que lá fora a temperatura era -5 graus. (Alegria…) Mas algo, diferente dos outros dias, me encorajou a sair de casa. Mesmo com -5 graus do lado de fora. Mesmo sendo meio-dia. E, o melhor: mesmo sem saber o por quê disso tudo. Talvez eu só quisesse espairecer, escutar a minha playlist de (se me permitem dizer) muito bom gosto, e ter um momento só meu. Dito e feito. Lá fora era tão frio, e agradável ao mesmo tempo. Sereno. E em um determinado momento, enquanto caminhava, era possível avistar crianças do outro lado da rua. Tão indiferentes, tão felizes e despreocupadas… Que de repente, bateu uma saudade. Não sei bem do quê, ou de quem. Mas era um sentimento bom. Algo que eu poderia ficar, ali, sentindo pelo resto do dia. Algo, talvez, melhor do que o sentimento que eu tive pela manhã. E num impasse, mais inexplicável ainda, eu não tinha respostas… mas me perguntei o que eu fazia ali, imóvel, do outro lado da calçada observando eu já não sei mais o quê. Voltei pra casa, sem ao menos saber como eu consegui fazer isso. Era muita pergunta sem resposta, muita vontade de mudança pra pouco ato, muito… pra tão pouco. Se é que conseguem compreender a minha indignação. E eu não sabia bem o que estava acontecendo, I mean, o dia que me deu tantas expectativas, não era igual ao dia que eu planejei quando acordei. Eu só queria poder sentir aquilo (chamo de aquilo, porque não sei bem o que é) outra vez. Enquanto nenhuma resposta era dada, em meio àquele silêncio pleno, tudo ficou claro. E eu me lembrei do que tentava fugir há algum tempo. Mas eu não queria. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam mais. Dói, pra falar a verdade. E de tão claro que era, se tornou escuro. Um escuro eterno. Quase não conseguia enxergar meus próprios pensamentos em meio a tanta angústia. E, foi escutando um verso da minha música preferida, no momento, onde diz: ''E quando a escuridão vem, deixe-a entrar em você. Sua escuridão está brilhando. Minha escuridão está brilhando. Tenho fé em mim mesmo. Verdade.'' que eu pude perceber que, a tão temida escuridão, não é tão ruim quanto parece. Independente de quão pequena ou grande ela for. Ela sempre vai existir, para te confundir ou, nesse caso, me confortar. E, pela primeira vez, em míseros 14 anos de vida, eu pude perceber o que essa escuridão queria me dizer. Existem coisas que, feliz ou infelizmente, não podem terminar sem um final. O que eu quero dizer, é que qualquer história que um dia já tenha proporcionado tanta coisa, acima de tudo, alegria… Merece um final digno, não é mesmo? E, parando de fugir desse sentimento que me cercava há um tempo, eu me tornei de fato, muito gente. Pelo menos hoje. Agora. E, concluindo esse meu pensamento, no mínimo satisfatório, o escuro (mais uma vez) se tornou claro. Um branco inexplicável, pra ser mais específica. Um branco como a neve que eu via cair, com um sorriso no rosto, da minha janela.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
darkness
''Um dia me sinto muito gente, grande de mais até… No outro me percebo como só mais uma nesse imenso globo que chamamos de Terra.'' Hoje, por algum motivo que… eu não sei explicar (talvez fosse o mundo conspirando ao meu favor, minha consciência um pouco perturbada, ou talvez, fosse só o fim da minha tpm…), eu me senti muito grande. Tive o prazer de acordar, e sentir que o dia iria valer. E, assim como o sentimento que me predominou de imediato, algo dentro de mim, queria fazer o dia realmente valer a pena. Meio-dia. Em ponto. Não muito cedo, muito menos um horário apresentável para demonstrar algum sinal de mudança. Mas, provavelmente, um dos horários que acordei mais cedo, desde que cheguei aqui. E, não me culpem… eu ainda não me acostumei com o fuso-horário. E nunca vou me acostumar. Horário não é muito o meu forte (ainda mais quando se perdem 3 horas, num piscar de olhos). Mas isso, definitivamente, não vem ao caso. Então, onde eu tava mesmo? Ah… hoje, apesar de eu não saber o por quê, ao meio-dia, tomando café ao invés de estar almoçando… eu queria fazer o dia valer. Com uma roupa pronta na cabeça, abro a janela… e imaginem a minha frustração ao saber que lá fora a temperatura era -5 graus. (Alegria…) Mas algo, diferente dos outros dias, me encorajou a sair de casa. Mesmo com -5 graus do lado de fora. Mesmo sendo meio-dia. E, o melhor: mesmo sem saber o por quê disso tudo. Talvez eu só quisesse espairecer, escutar a minha playlist de (se me permitem dizer) muito bom gosto, e ter um momento só meu. Dito e feito. Lá fora era tão frio, e agradável ao mesmo tempo. Sereno. E em um determinado momento, enquanto caminhava, era possível avistar crianças do outro lado da rua. Tão indiferentes, tão felizes e despreocupadas… Que de repente, bateu uma saudade. Não sei bem do quê, ou de quem. Mas era um sentimento bom. Algo que eu poderia ficar, ali, sentindo pelo resto do dia. Algo, talvez, melhor do que o sentimento que eu tive pela manhã. E num impasse, mais inexplicável ainda, eu não tinha respostas… mas me perguntei o que eu fazia ali, imóvel, do outro lado da calçada observando eu já não sei mais o quê. Voltei pra casa, sem ao menos saber como eu consegui fazer isso. Era muita pergunta sem resposta, muita vontade de mudança pra pouco ato, muito… pra tão pouco. Se é que conseguem compreender a minha indignação. E eu não sabia bem o que estava acontecendo, I mean, o dia que me deu tantas expectativas, não era igual ao dia que eu planejei quando acordei. Eu só queria poder sentir aquilo (chamo de aquilo, porque não sei bem o que é) outra vez. Enquanto nenhuma resposta era dada, em meio àquele silêncio pleno, tudo ficou claro. E eu me lembrei do que tentava fugir há algum tempo. Mas eu não queria. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam mais. Dói, pra falar a verdade. E de tão claro que era, se tornou escuro. Um escuro eterno. Quase não conseguia enxergar meus próprios pensamentos em meio a tanta angústia. E, foi escutando um verso da minha música preferida, no momento, onde diz: ''E quando a escuridão vem, deixe-a entrar em você. Sua escuridão está brilhando. Minha escuridão está brilhando. Tenho fé em mim mesmo. Verdade.'' que eu pude perceber que, a tão temida escuridão, não é tão ruim quanto parece. Independente de quão pequena ou grande ela for. Ela sempre vai existir, para te confundir ou, nesse caso, me confortar. E, pela primeira vez, em míseros 14 anos de vida, eu pude perceber o que essa escuridão queria me dizer. Existem coisas que, feliz ou infelizmente, não podem terminar sem um final. O que eu quero dizer, é que qualquer história que um dia já tenha proporcionado tanta coisa, acima de tudo, alegria… Merece um final digno, não é mesmo? E, parando de fugir desse sentimento que me cercava há um tempo, eu me tornei de fato, muito gente. Pelo menos hoje. Agora. E, concluindo esse meu pensamento, no mínimo satisfatório, o escuro (mais uma vez) se tornou claro. Um branco inexplicável, pra ser mais específica. Um branco como a neve que eu via cair, com um sorriso no rosto, da minha janela.
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